Santo Antônio do Jacinto teve seu início na década de 30, com a vinda de migrantes do norte de Minas, das regiões da caatinga na Bahia e sul da Bahia. Essas pessoas conheceram a região sobretudo através dos tropeiros que faziam paradas nas redondezas para descanso da tropa e seguirem viagem aos seus destinos. Ficou conhecida como uma região com boas terras para produção agrícola em meio ao clima de Mata Atlântica. Desta forma muitas famílias se deslocaram de suas regiões natais e firmaram moradia às margens do córrego que faz divisa entre os estados de Minas Gerais e Bahia.
“Em 1934, os Srs. Altino Trindade, Antônio José Ferreira, Teodoro Ferreira de Queirós, José Cascalho dos Santos, Clemente Rocha Bandeira e José Adrião Bandeira, resolveram fundar um povoado a que logo deram o nome de Santo Antônio, por ser santo de devoção dos fundadores.
A fertilidade das terras e a salubridade do clima atraíram novos moradores e o pequeno povoado cresceu vertiginosamente, sendo elevado a distrito em 1949 e a município em 1963.” (Fonte: IBGE)
Com o crescimento de pessoas na região foi se desenvolvendo em um povoado, posteriormente se tornando distrito do município de Jacinto/MG e elevando-se a município em 1º de março de 1963. Atualmente possui uma população de aproximadamente 10.327 pessoas (IBGE 2022), com um distrito chamado Catajás e um povoado chamado Cristianópolis.
Santo Antônio do Jacinto, se tornou um município localizado no nordeste de Minas Gerais, e faz parte do Vale do Jequitinhonha, faz fronteira com o Sul da Bahia e herda o clima desta região, tendo um clima entre os mais frescos e com chuvas mais frequentes entre o Baixo Jequitinhonha. É rico em diversidade natural, possui muitas cachoeiras e belíssimas montanhas.
Nossa cidade também é conhecida na região pelo desenvolvimento econômico local, sempre houve grande prosperidade com terras frutíferas, onde tudo que planta, colhe. Com uma população em sua maioria localizada na região rural, dividida em pequenas propriedades, possibilitando o engrandecimento da agricultura familiar e pequenos produtores rurais.
Nas décadas de 70 e 80, a região foi grande produtora de feijão, chegou a exportar para diversas regiões do Brasil. Atualmente a cultura é concentrada em sua grande maioria na criação de gado de corte e leite, onde há muitos produtores de leite e seus derivados: queijo, requeijão de barra, manteiga, dentre outros. Há também pequenos produtores que vivem da cultura de mandioca, para produção e venda de farinha, goma e puba; hortaliças: alface, coentro, cebolinha, salsa, couve e outras; cultura de frutas, principalmente banana.
A cultura da cidade é muito miscigenada entre mineira e baiana, os santoantonenses adoram festas abertas com muito forró e músicas regionais baianas. As festas juninas em comemoração à Santo Antônio e São João são muito alegres e cheias de tradições com famílias e amigos reunidos nas fogueiras, soltando fogos de artifício e comendo comidas típicas, como milho e seus derivados (pamonha, cural, pipoca), biscoitos caseiros e carnes assadas. Tem quermesse na igreja, quadrilha e danças tradicionais na praça central, em comemoração ao Padroeiro Santo Antônio e festas tradicionais no São João trazendo cantores regionais, movimentando a cidade.
















